sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Para Sempre!

...ouço teus movimentos como brisa suave nas manhãs, ritual que segue ao silêncio deixando o perfume morno da noite que se foi. Se pudesse eu parar as manhãs para sentir-te ainda em mim, ah! Pudesse ser senhora do tempo...

...a manhã se faz cantoria, se faz vento, nuvens anunciando o tempo que se transforma

nem ouso movimentar-me para ainda sentir tua aura de amor, Sempre!

sinto-me inundar desse sentimento que a pouco deixou, como mágica que vem de Você, anos e séculos, tempo sem fim, que se renova todas as manhãs. 

Somos outra vez, caminhos cruzados, experienciando Amor.

...sob as flores azuladas do lençol sou alegria cantando nos campos de braços abertos, dançando ao ritmo delicado das danças amorosas do coração.

...ouço as folhas sem medo bailando, ritmadas, na melodia dos pardais.

...observo o azul que penetra através do fino linho da janela, debruando na parede um delicado bordado.

observo-me na delicadeza desses pensamentos, que tão generosamente Você desenha antes de partir. 

Eu Fico esperando que o tempo passe, 
rabiscando outras saudades em nossos dias
 Sempre!






quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Introspecção








...deixei minhas vontades de lado

distanciei meus pensamentos

intervalos ampliados

{Respiro}

sentidos ampliados


Esvazio-me






quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

...pra não dizer que não lembrei


Naquela manhã a brisa acordava um dia de curiosidade, soprando por entre os prédios o vento dos aromas florais de verão.
Na tela dos sentimentos abstratos, cores descobertas a pouco tingiam a manhã, com as cores vivas dos desejos despertados.

Frisson de letras acariciadas na madrugada solidão.

Aquela manhã trazia os minutos mais próximos dos desejos [in] confessados. Sedução dos momentos insones nas palavras ao vento com aroma de perdição.

O sol alucinado no calor dos pensamentos deixou a manhã de brisa suave envolta nas horas do passado.

E no calor da tarde o sol escaldava a razão.

Em cada centímetro do tempo a pele recordava daquele sonho. Abstraído na tela da solidão.

No corredor do museu ela observava as telas com suas nuances de paisagens bucólicas, ruas de copas verdes e casarios de jardins secretos, néctar de flores vermelhas, céu de vermelho verão, a tela tinha cheiro de cores de paixão.

Ele aproximou-se com passos lentos e olhar de brilho intenso olhando a mesma tela. Ficaram algum tempo absortos na paisagem, sem perceber a presença do outro.

_ Você gostou? [o tom harmonioso e colorido da voz delatava seu desejo]

_ Gosto das cores lembram um dia de verão... [lembravam instantes, antes, depois, eternamente]

_ Você quer conhecer esse lugar?

Ambos sabiam que aquelas imagens tão impregnadas de realidade, eram apenas uma tela bucólica com desejos secretos ao olhar de cada um que ali ficasse um tempo absorto pela beleza sob o véu da ilusão.


Ficaram um bom tempo ali parados, talvez o lugar fosse tão perto, tão longe, ou nem existisse.

Saíram pelos corredores da vida levando aquela imagem cheia de significados e ficaram marcados para sempre com aquelas lembranças.

Souberam então que um breve instante de Paz
Era suficiente para preencher o Universo
De Amor.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

...falando com os pássaros






















...quando os dias te levam
fica um espaço vazio
sobra horas no meu dia...
...perco-me no silêncio
vazio da casa
Eco
dos meus
Sentimentos
espalhados nos corredores
no arrepio das lembranças
do teu retrato impresso
na mente

...carece uma prece...

soletro teu nome
olhando as nuvens
sentindo o vento

parece que a prece
é ouvida 

Creio!

...os pássaros 
se apressam
Cada um responde
na sua melodia
Embalam meus sonhos

Ave!

Minha prece
Voa
 no Vento 

Volta!