quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mudanças


Acendi na escuridão uma luz para me guiar, uma chama, um lampejo, um sinal, um fogo crepitando na pele um tempo que passou. O silêncio aos poucos aquietou antigas ilusões. Deixei meus devaneios misturar-se à fumaça e ganhar o espaço que me cerca de aromas saudades.

Entre uma margem e outra um dia e outro, ir e vir, estar não estar, sou a mesma e tudo mudou.

Observo a vida desse prisma e nuances se formam nessa tela imaginada, reconheço meus anseios, diluo meus medos, delimito meu espaço, recolho meus desejos, discordo da razão,aceito minhas dores, sou tola, sou frágil, sou eu, sou a mudança para SEr melhor.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Teu olhar


Às vezes e somente às vezes
Entre Nós a voz escondida
Manifesta-se e repercute

Ecoa na distância infinita
Reverbera nas Estrelas
Retorna com outro timbre

Somente às vezes deixamos
A maciez aveludada desse Som
Tocar-nos os sentidos

É quando nossos caminhos se
Cruzam sobre as ruínas
Recolhemos antigos Sinais

Às vezes esculpimos ainda
Paredes remotas de um Mosteiro
Lá nossos sonhos se encontram

Energia que a alma cura
Água que revigora o corpo
Melodia que a Vida embala.

Descobrimos que nosso Olhar
Às vezes é tudo que
Nos Salva!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A Felicidade mora em Nós!


No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão,
procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

Rabindranath Tagore

sábado, 14 de julho de 2012

Qualquer dia assim



Vem o dia abraçar saudades
Qualquer manhã, enfim.
Não sei o que restou em mim.

O que deixou aqui?

Vem a Noite sem sonhar
Horas sem fim
Acordadas em mim.

Tempo revivido na distância
Das Palavras prometidas nas
Noites carmim.


Sem dormir a Noite vai
Eu peço que fique
O silêncio dos teus Lábios
A sorrir ainda um Beijo
Em mim!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Outros Dias


Silenciosamente aquela Voz
Ficou aprisionada
Prisioneira voz que fez
Calar a liberdade.

Sentidos
Sentimentos
Silenciados.

Os dias e as noites eram
Reféns daquele sentimento
E a moeda de troca era o
Silêncio!

A Noite já cansada de tanta solidão
Suplicou ao pensamento uma trégua
O Dia desavisado seguiu traído seu
Destino de todo dia.

Dentro daquela prisão
Alimentavam-se Dia e Noite de
Ilusão!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fuga das Horas




A fuga sem resguardo nem segredo,
Sem nenhuma vontade de interpretar a dor,
Descubro a distância,
Sou sinal visual,
Parece-me que tudo mudou,
Houve uma tarde depois do dia,
Algo em nós repercute em sua direção

(fuga)

luz e cor
amor
paz!



(Paredes 11 de novembro de 2010 14:29 )