terça-feira, 23 de março de 2010

Contemplação Outonal





Na imensidão azul do horizonte
Vejo nuvens tingidas de dourado
Riscos brilham penetrando os claros flocos espalhados no céu
Oceano da madrugada

Em breve será manhã
Deixo-me ficar nessa escura estrada silenciosa
Eu e a sombra do bosque

Percebo o som que corta em raios estrondosos
O Tempo que me envolve
Sozinha nas horas os minutos deslizam suaves sensações
Que percorrem esse frio ruidoso
De uma tempestade anunciada

Na distância uma Vida acende um aceno que brilha Luz
Um farol e um breve sinal
O Tempo parou um segundo e nada sou
Um empecilho no caminho admirando a aurora
Puxada por corcéis d'oiro logo será manhã outonal

Tento a velocidade em busca da felicidade
Chego a mim
É Outono
O colorido da estação que passou
Deixou marcas indeléveis na Alma
Lembranças tatuadas nos lábios

Alguém Amou!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Permanece




Um leve torpor da realidade
Um leve sabor na boca
Gosto de Verdade
Do que ficou
Entre Eu e Você.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Fim


Entendo agora o movimento das Estações que vêm e que vão
Envolta na canção desse Tempo
Entendo nossos sonhos num momento sem razão.

Desenho na fumaça do incenso
Um último devaneio das lembranças virando cinza
Suspiro derradeiro do Verão que por Nós passou.

O abraço rodeando nossos corpos no silêncio dos lábios
No ritmo do desejo, na canção suspirada
Sorvíamos os segundos com sede de saudades.

Primavera anunciando tardes
Coloridas de Verão. Seguem as estações
Plantamos sementes de Sonhos esperando outro dia.

Fim de Verão, as flores caem debruam a rua de cores
As folhas recostadas na sarjeta anunciam um
Outono amarelando meus dias
Outra Estação nos espera.

Passamos ou ficamos olhando o voo das Horas
Nada mais importa se tudo passou.
Inverno de garoa gelada, branco geada na relva, paredes frias
Amparavam nossos corpos na solidão de um beijo roubado.

Percebemos ainda o movimento que fazemos em cada Estação
Brotamos em amor, Vivemos em amor e Morremos em Amor
A cada Nova Estação.

domingo, 7 de março de 2010

Escreva-me



Hoje os versos mais Lindos do Ontem
Advinha-me a prosa
Segredos de alcova.

Traga-me
um Trago doce nos lábios de Mel!

Ao fim com os dedos Repletos
Desenhe teus desejos
Secretos na pele minha.

Marcadas notas
Da Nossa Voz
Ditas nas lacunas dos Dias.

Preenche todos os dias
Aquele papel branco sobre
a Mesa.

Depois
Apague!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Confesso



As vezes tenho medo de dormir
E nos meus sonhos você
aparecer

confesso...

se sonhar e teu beijo
marcar um gosto de
desejo

decerto desejas
ainda os sonhos
os beijos

corri virando as páginas da agenda
adiantava as folhas como se

adiantasse
se adiantasse...

nas águas tepidas
nas vagas
na solidão
nas tantas horas
madrugadas

Envolvia-me o azul das paredes
dos lençois intactos de você.

Abraçava meus devaneios nas manhãs
esperava que pudesse e se pudesse
esperar um tempo mais

talvez falassemos das águas
das horas, das madrugadas

ou se o lençol azul
desenhasse os desejos
do teu olhar no meu...

confesso...







domingo, 28 de fevereiro de 2010

passava



Nessa imensidão nublado do mundo permaneço no Silencio da Noite,
 envolta nas  brumas do Tempo, e dos fragmentos
Lembranças Minhas
fantasias das marcas
deixadas no peito.

Os pensamentos sussurram formas no afago da alma
anunciam tua presença, no toque cadenciado dos teus dedos
segurando meus gemidos.

Na imensidão do inverno, sem palavras
ouviamos a chuva tocar o dia lá fora
escorrendo sem pressa molhando as horas

Ouviamos o relógio que logo despertaria
sem nenhuma palavra, sem chuva, sem frio
apenas o silêncio da noite
os fragmentos do Tempo...

todos meus!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Silenciosas Águas


A Noite
As Palavras
Sonham
Nas Manhãs
FICAM
Truncado
E Tarde
As Palavras
Calam
Mudo
Gritantes
Ensurdecedoras

Ao Fim
Tranqüilidade Águas
Escalas de avaliação de deslizamento
Prateadas sobre
Pedras
Você íngreme
Enrolamento
Seguem

Em espumas macias
Tão alta Caem
Na é
Formam Brilhantes
Lágrimas doze
Águas que
Seguem

Palavras Tranquilo truncados
Seguem Águas Doces sem Olhar
Pedras desafiador como fazer Leito
Seguem rumo ao marco